O mercado financeiro brasileiro encerrou terça-feira com queda expressiva nas taxas de juros futuros (DIs), impulsionado por cenário externo favorável. As recentes sinalizações do presidente dos EUA, Donald Trump, sugerindo encerramento célere do conflito com o Irã, mudaram o humor dos investidores.

Esse contexto fortaleceu projeções de redução de 0,50 ponto percentual na Selic (atualmente em 15%) durante reunião do Copom marcada para a semana seguinte.

Acompanhando desvalorização do petróleo e queda do dólar, o DI com vencimento em janeiro de 2027 registrou 13,6%, retração de 14 pontos-base. No trecho mais longo, o DI para janeiro de 2035 apresentou queda de 15 pontos-base, situando-se em 13,68%.

Trump previu que a guerra "será concluída muito rapidamente" e sinalizou abertura diplomática ao afirmar estar disposto a conversar com o governo iraniano. A perspectiva de resolução ágil trouxe alento sobre estabilização do fluxo de óleo pelo Estreito de Ormuz, fazendo o barril despencar para cerca de US$ 84, comparado aos US$ 120 da véspera.

Essa deflação do petróleo amenizou receios sobre pressões inflacionárias globais e domésticas. O pico do otimismo ocorreu às 14h19, quando o DI para janeiro de 2027 tocou mínima de 13,455% e o dólar à vista atingiu menor patamar diário, cotado a R$ 5,1326.

Os ativos refletem precificação de 76% de chance de o Banco Central brasileiro aproveitar alívio externo para acelerar ciclo de cortes nos juros na quarta-feira seguinte.

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